quinta-feira, 19 de novembro de 2015

“PECADO FATAL” E “MIRAGEM” EM CONCERTO NAS NOITES DO CINECÔA 2015

Os filmes “Pecado Fatal” e “Miragem”, ambos co-produzidos pelo Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo, vão estar não só em exibição no CINECÔA 2015, como serão o mote para os cine-concertos das noites deste 5º Festival Internacional de Cinema de Vila Nova de Foz Côa.
Este festival, que este ano homenageia o produtor de cinema Tino Navarro, responsável por alguns dos maiores sucessos do cinema português, decorre entre 20 e 22 de novembro no Grande Auditório desta cidade “Património da Humanidade”.

“Pecado Fatal” de Luís Diogo, que acaba de receber o seu 10º prémio no Brasil, distinguindo o trabalho da atriz Sara Barros Leitão, será exibido na noite de sábado dia 21.
Após a exibição do filme, subirá ao palco Daniela Galbin com a sua banda para um concerto pela noite dentro.

Daniela Galbin, sendo cantora e autora portuguesa a viver e a atuar em Londres, viu o seu último trabalho integrar a banda sonora do filme “Pecado Fatal”. Para esta obra cinematográfica, Daniela recebeu uma nomeação para a melhor canção original com “Unforgettable” nos Prémios SOPHIA 2015.
As suas canções receberam ainda uma “Menção de Melhor Contributo Técnico-Artístico” na competição de melhor longa-metragem europeia do “Overlook 2014¬5th CinemAvvenire Film Festival” que decorreu em Roma (Itália).
Daniela é igualmente atriz e interpreta o papel de “Sara” em “Pecado Fatal”. Daniela Galbin lançou anteriormente dois álbuns: “Back to Simple” e “Between the Covers”, trabalhando agora no seu terceiro álbum, procurando intensificar as suas letras fortes, maduras e sempre um som novo.

No domingo dia 22, a noite de encerramento do festival será marcado com um cine-concerto pelo compositor, guitarrista e cineasta Joaquim Pavão. A partir do seu último filme “Miragem”, as imagens e os sons irão invadir o palco do Grande Auditório de Foz Côa.
Joaquim Pavão constrói o seu cine-concerto à volta de um conjunto de filmes onde anteriormente teve intervenção. Serão exibidos os filmes “A Sesta” da coreografa Olga Roriz, excertos de “Onde o Céu é a terra que pisamos” com Isabel Fernandes Pinto, “Tropisme” com Pierre Hebert, excertos de “Es.Col.A” e finalmente “Miragem”.
“Miragem” é um filme premiado que intervém fortemente no seu universo familiar.
Para além de cineasta, como compositor, Joaquim Pavão compôs a banda sonora dos filmes “A Sesta” de Olga Roriz, “Foi o fio...” de Patrícia Figueiredo, “A Nau Catrineta” de Artur Correia, “15 Bilhões de Fatias de Deus” de Cláudio Jordão, “(re)Volta e Meia” e “Quatro Elementos” de Janek Pfeifer.  Deste último filme, a Universidade de Aveiro/Academia de Artes Digitais editou um DVD com a orquestra de cordas, interpretado pela Filarmonia das Beiras.
Escreve habitualmente para concerto e teatro e as suas obras são publicadas pela Ava Musical Editions.

Com uma seleção oficial internacional onde os realizadores apresentarão os seus filmes, no espaço dos Auditórios do CINECÔA estará também presente uma exposição de desenhos originais do filme “Até ao tecto do Mundo”, a primeira longa-metragem do cinema de animação português, produzida pelo Cine-Clube de Avanca.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SARA BARROS LEITÃO GANHOU NO BRASIL, PREMIO DE MELHOR ATRIZ

Este é o décimo prémio para o filme “Pecado Fatal”, que este mês volta a ser exibido no CineCôa

A atriz Sara Barros Leitão que protagonizou o filme “Pecado Fatal”, acaba de ser distinguida com o Prémio Melhor Atriz no FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente que acaba de acontecer no estado de São Paulo no Brasil.

A longa-metragem PECADO FATAL de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua décima distinção, depois de ter sido a longa-metragem da ficção portuguesa, mais premiada em 2014. Tendo integrado o TOP 10 da cinematografia lusófona, as distinções foram chegando de festivais internacionais no Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

Sara Barros Leitão já anteriormente tinha sido nomeada para os Prémios SOPHIA e GLOBOS DE OURO de melhor atriz, pelo papel de Lila no filme PECADO FATAL.
Tendo-se formado em interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo, começou a sua carreira na série Morangos com Açúcar onde interpretou o papel de Jennifer Brown.
A sua carreira tem acontecido entre o teatro e a televisão, nomeadamente nas séries “Olhos nos Olhos” (TVI), “Sentimentos” (TVI), “Laços de Sangue” (SIC), “Doida por Ti” (TVI), “Mundo ao Contrário” (TVI), “I Love It” (TVI), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP), “Água de Mar” (RTP), “Jardins Proibidos” (TVI) e “Poderosas” (SIC).
PECADO FATAL é a sua primeira participação de fundo no cinema.

Este filme, que será exibido proximamente no CINECÔA – 5º Festival Internacional de Cinema de Vila Nova de Foz Côa, teve argumento e realização de Luís Diogo que prepara novo filme, para o qual o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo procuram financiamentos.

Entretanto outro filme com produção do Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo acaba de ser premiado. Trata-se da longa-metragem documental “Povo Inventado de Cabo-Verde - Ecos de Cabo Verde” de Juan Meseguer Navarro. Esta co-produção com Espanha e Cabo Verde foi distinguida com o Prémio Documentário da competição internacional do São Tomé FestFilm – Festival Internacional de Cinema de São Tomé e Príncipe.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

FONSECA E COSTA, ASSUMPTA SERNA E O FESTIVAL DE CINEMA AVANCA

Em 2000 o Festival de Cinema de AVANCA recebeu a atriz Assumpta Serna num inesperado desafio que haveria de transformar a sua carreira.

Assumpta era nessa altura uma das grandes atrizes espanholas com repercussão internacional. Em 1986 tinha protagonizado o filme “Matador” de Pedro Almodovar e logo no ano seguinte vem a Portugal rodar um filme baseado numa obra literária de José Cardoso Pires “A Balada da Praia dos Cães”.

Esta atriz, que voava entre filmes e séries de televisão, com mais de uma centena de participações entre protagonista e papéis diversos de projetos fílmicos europeus e americanos, um dia escreveu um livro. Essa obra chegou aos escaparates das livrarias portuguesas com o título “O trabalho do ator de cinema”, onde a autora procurou dissecar as etapas do trabalho interpretativo a partir de folhas de papel e do próprio corpo, uma identidade inventada, coerente, convincente e atrativa para o espectador. Este era um livro inesperadamente diferente, cujo teor transbordava em contínuos vasos comunicantes por entre a sua vivência pessoal, os momentos marcantes da sua experiência e a importância das pessoas que marcaram o seu trabalho.

No festival de cinema de Avanca dirigiu pela primeira vez um workshop para atores, num trabalho incansável e de grande fulgor que depois disso, veio a repetir continuamente a ponto de dirigir uma conhecida academia de atores em Madrid. Na altura, acompanhando este seu novo trabalho, fez no repleto Auditório de Avanca, a apresentação do seu livro traduzido para a língua de Camões.

Este livro, editado pelo Cine-Clube de Avanca, tinha na capa a imagem que hoje ainda continua a ter: a atriz Assumpta Serna num momento da rodagem em Portugal do filme “A Balada da praia dos Cães”, onde surge com o realizador do filme, José Fonseca e Costa.

Assumpta propôs esta capa da edição portuguesa do seu livro, quase como um abraço a um realizador português com quem muito tinha gostado de trabalhar.

José Fonseca e Costa estava a realizar a sua sexta longa-metragem e na sua esteira tinham ficado obras como “O Recado” (1972), “Os Demónios de Alcácer Quibir” (1977), Kilas, o Mau da Fita (1980), o documentário “Música, Moçambique” (1981) e “ Sem Sombra de Pecado” (1983).
Em todos os filmes parece ter deixado portas abertas a que os seus atores o ajudassem a contar uma nova história, a procurar que o filme se abeirar-se mais dos espectadores.

Depois da “Balada da Praia dos Cães”, filmaria “A Mulher do Próximo” (1988), “Os Cornos de Cronos” (1991), “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996), “O Fascínio” (2003), “ Viúva Rica Solteira Não Fica” (2006) e preparava-se para terminar “Axilas”.

O tempo finado levou um realizador de atores, mas também um homem de cinema protagonista de muitas lutas, intervenções, uma voz forte com que o cinema português foi crescendo nestas últimas seis décadas.


O livro “O trabalho do ator de cinema” continua nas livrarias com a imagem quase terna de Assumpta e o seu realizador José Fonseca e Costa.